sexta-feira, 23 de abril de 2010
Se me sinto o tempo todo no lugar errado, por quê voltar? será que eu preciso tanto daquele espaço? na maioria das vez acredito que isto seja o maior culpado das incertezas.
já se passaram dois dezembros, e eu fiquei no mesmo lugar, acreditando ser o melhor, e a vida continuou, das ultimas vezes que pensei em correr, eu senti amarras, e não foram coisas da minha cabeça, foram vidas que passei acreditar que não seria do mesmo jeito sem elas.
vázios, deveriamos nascer vázios, sem sentir ou pelo menos com o arbitrio de querer ou não sentir, decisões seriam mais fáceis.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
não há fumaça, não há som e nem sombras.
minhas pernas querem caminhar pra algum lugar, mas não imagino algo que possa me animar. ao longe escuto um som feliz, uma marchinha antiga de carnaval, algumas palavras chegam ao meu ouvido, mas nada tão forte quando o refrão de february que fica entalado entre o peito e a garganta.
passos e mais passos, você feliz em outro lugar e eu procurando algum sentido em continuar a ti desenhar em minha cabeça, como alguem que me mudaria.
não faz mais sentido algum eu caminhar,
não faz mais sentido algum eu continuar,
tudo foi questão de horas, minutos em sua vida que talvez nesse momento o que você esteja fazendo, tenha sido bem mais importante.
se caminhar fosse esquecer, você seria apenas uma pequena luz sem sentido algum na minha infância.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Tive uma semana difícil essa que passou. Vi-me esquecendo o que agosto e setembro trouxeram de melhor. Eu sei que vai me criticar, que mais uma vez vai dizer que estou correndo pra abraçar a ilusão, mas meu coração pede pra remontar tudo isso e sofrer outra vez.
Não estranho mais essa sensação e essas decisões que ele tende a tomar por mim, não posso fugir e nem negar. Queria mantê-lo calmo, apenas guardado aqui dentro, mas se o conhecesse tão bem quanto eu, saberia o quão impaciente ele é.
Já vi isso desmoronar muitas vezes, é tão difícil mantê-lo erguido, por que sempre tem alguém que vai empurrar do lado que você não está, e sempre vai caí em cima de você. Algumas pessoas ainda levantam e continuam, tentam outra vez, algumas não resistem e decidem por ficar. Parece confuso Allan, mas é de amor, é sobre amor que quero escrever.
Você nem sempre dá noticias e eu fico aqui querendo ti trazer pra perto e lhe fazer ouvir. Sinto falta da sua vida e dos tempos que podíamos correr juntos. é meu caro amigo, nunca vou entender como Deus faz suas escolhas.
Bom, Eu termino essas poucas linhas antes que alguém me pegue escrevendo pra você novamente e me questione.
Obrigado por tudo e por não reclamar das minhas cartas que sempre trazem decepções.
abraços.
domingo, 15 de novembro de 2009
Nesse momento penso em desistir de tudo, jogar tudo isso fora, nem olhar pra trás e vê quem está se importando. Quero esquecer a droga desse lugar, enterrar todas essas pessoas. Eu nunca precisei delas, preciso de mim mesmo, do meu espaço, do meu quarto.
Nada importa, só o fato que não vou mais vê a sua sombra em alguns lugares deste prédio, lugares estes que ficava horas lhe desenhando na cabeça fazendo o mesmo trajeto.
Vou ser livre como você fez e quem sabe me perder nessas ruas que não me levarão a lugar nenhum. Eu preciso ir a lugar nenhum, quero minha tranqüilidade de volta e ao mesmo tempo não voltar a ter mais medo do inferno desconhecido da minha mente jovem.
Foi um erro ter deixado meu coração ir tão longe, deixa-lo procurar algo que não existiu. Droga de sala, poderia ter sido bem melhor se não tivesse lhe conhecido naquela tarde. Eu poderia matar aquela lembrança se conseguisse escapar deste lugar.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
cada dia mais longe.
longe do meu olhar
longe do meu controle.
me perco na certeza que tenho quando encontro teu olhar nas fotos que guardo.
foi no silencio, mas pra mim já era importante,
foi a sua incerteza junto com meu medo que evitou tudo isso.
poderia ter sido lindo,
se você tivesse espantado meus fantasmas e eu ti dado os passos certos.
poderia ter sido único,
se eu tivesse ti abraçado quando tive chance e você me aceitado.
e agora fico imaginando, quem faz seu peito acelerar,
que ti faz escolher as palavras erradas, mas ti inibe com um sorriso.
eu não estou mais na sua vida,
mas meu coração pede sua voz.
pede teu sorriso,
pede o teu silêncio.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
e hoje noto que foi quase tudo sentido em vão
tive que segurar o fôlego, calado, escondido, sofri.
foi tudo ao vázio,
nunca houve sentimento em você por mim,
nunca houve uma voz na sua cabeça pedindo pra voltar.
as lembranças que tenho, vem com um gosto salgado.
e você nem pra parar e pensar que naquela noite, voltando pra casa, eu morri.
morri pensando na sua falta, morri sem saber quem era você.
lamento nunca poder ser o que você quer,
lamento minha cor cinza no seu perfeito mundo azul.
Algo no peito dói, aliviando apenas quando penso em olhar pra tras.
mas decidi, chega de morrer todos esse dias.
eu preciso seguir, e ti levar como um cancêr, algo que vai sangrar.
mas com a persistencia vou esquecer.
um dia vou esquecer...
sábado, 26 de setembro de 2009
Notei dentro do último olhar que gravei em minha cabeça como importante.
achava que o meu desespero, poderia ti fazer perceber que eu sentiria sua falta.
Mas eu não tenho cor,
e isso me faz invisível em sua vida.
Quando criança eu gostava muito do cinza, por quê combinava com chuva,
e dias chuvosos me fazem querer fugir disso tudo.
eu não morri, eu sei.
eu só não tenho cor.
Um dia encontrarei sua vida,
seus filhos e seus sonhos realizados,
eu serei o mesmo, sem cor
mas feliz, por suas cores terem brilhado em meus olhos.
Uncolor.